quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nalini, Rafael e Feijó em seminário na Marcha dos Prefeitos

As mudanças que as prefeituras devem promover na contabilidade municipal, as melhorias que a medida pode trazer a gestão e as experiências práticas do processo foram destaques do III Fórum Permanente de Contadores. O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira, 16 de maio, como parte da programação paralela da XV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Na abertura do debate, o Coordenador-Geral de Normas de Contabilidade Aplicadas à Federação do Tesouro Nacional, Paulo Henrique Feijó da Silva, falou sobre a importância de os Municípios começarem o processo de implantação das Normas Internacionais de Contabilidade. Ele também mencionou como a Contabilidade pode contribuir para o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e a nova Lei de Transparência.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A matemática das multas de trânsito

Muitas vezes você deve se perguntar qual é o limite exato que seu carro pode trafegar nas ruas, nos perímetros das cidades e nas rodovias, acima da velocidade permitida, para não levar multa.

Existe uma versão que seria possível atingir até 10% acima dos limites estabelecidos? Seria isso uma verdade?
- Não, isso é ficção, o número está mais para 7 do que para 10 por cento e o cálculo é ao contrário do que dizem é um redutor e não um acréscimo, mas é uma matemática muito simples. Vamos explicar.

Por vezes, quando chega a dolorosa multa, aquela que ninguém planeja receber, pensamos - "Poxa, eu passei tão pouquinho do limite, isso não tem nenhum tipo de perdão?". Limite é limite, não há perdão.

Na verdade, se prevíssemos uma ou duas multas de trânsito por ano no nosso orçamento mensal é provável que não tivéssemos nenhuma. Pense: todos os meses, quando você fosse revisar seu orçamento pensaria:
- "Não foi este mês ainda que ela chegou, vou continuar tomando cuidado, andando no limite", é bem provável que ela nunca viria.

Mas vamos aos cálculos e repetimos, o ideal é respeitar o limite imposto.

Então quanto é que realmente podemos ultrapassar do limite de velocidade?

A matemática falsa

Como já afirmamos, o limite falso de 10% que seria possível ultrapassar ao imposto para a via é boato e dos perigosos, pode levá-lo a receber multas de trânsito por uma infração irrisória.

Se isso fosse verdade seria assim:

Limite Cidade - Estrada 
Regra falsa: Velocidade permitida + 10% de tolerância = Total

60 p/h + 6 = 66 p/h
110 p/h + 11 = 121 p/h

A matemática correta

Gostar de trafegar nos limites máximos é sempre um opção pessoal, nossa sugestão continua na necessária calibragem do pé e/ou do piloto automático para que o veículo rode exatamente na velocidade estabelecida para o local.

Mas... caso você ultrapasse esse limite por alguma razão, saiba que o cálculo para atingir o verdadeiro limite não é feito com o acréscimo de uma porcentagem à que você estava e sim em um desconto para ver se excedeu a velocidade permitida. Isso complica um pouco mas é explicável.

O resumo é que, para que os radares fixos ou móveis viessem a ser adotados, o
Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, impôs uma margem de erro para o flagrante, daí estabeleceu-se a tolerância de 7% na velocidade registrada no momento.

Desta forma, sempre que o radar (ou instrumento equivalente) flagar uma velocidade haverá tolerância de 7%, como veremos no exemplos abaixo.

Exemplos:

  1. Caso de multa - Trafegar no entorno de uma cidade a 100 km quando a velocidade estabelecida for 90 por hora.
    O carro estava a 100 p/h tem uma tolerância de 7% = 93 p/h.
    Velocidade permitida 90 p/h – multa por excesso de 3 km p/h.

  2. Mesmo caso, sem multa - Trafegar no entorno de uma cidade a 96 km quando a velocidade estabelecida for 90 por hora.
    O carro estava a 96  p/h tem uma tolerância de 7% = 89 p/h.
    Velocidade permitida 90 p/h – não há multa.

    Saiba também que, para os pés de chumbo, quanto mais esse excesso sobe mais a multa cresce, os pontos crescem e a infração se agrava.

    Para quem gosta de correr riscos

    Considerando esse redutor de tolerância no flagrante, para quem tem sangue frio e gosta da ativar a adrenalina dirigindo no limite, produzimos uma tabela.

Colocaremos a seguir o limite que, ultrapassado, não implicará em multas tendo em vista a tolerância imposta pelo Inmetro.

Explico o primeiro exemplo para valer para os demais

Em uma cidade que o máximo da velocidade permitida é de 60 km por hora, quanto que podemos ultrapassar? Resposta 64 km p/h.

64 km p/h - 7% = 59,52 - que é menos que os 60 máximos permitidos.


Velocidade
permitida
Máximo a atingir
sem multa
Regra da tolerância
Velocidade real aferida (arred)
60
64
64 (-) 7%
59
70
75
75 (-) 7%
69
90
96
96 (-) 7%
89
110
118
118 (-) 7%
109
120
128
128 (-) 7%
119




Legislação

Quem trás o desconto por tolerância de 7% na velocidade flagrada para a legalidade é a portaria 115, do Inmetro, datada de 29 de junho de 1998, aparentemente em vigor, foi ela que deu vida aos radares móveis (aferição).

Velocidade medida - é a velocidade em que o veículo estava;
Velocidade permitida - óbvio, a máxima permitida para a via;
Velocidade considerada - é a velocidade medida MENOS o limite de tolerância do Inmetro.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Notinhas do dia: Vistos para os EUA e a queda de juros

EUA


"Diga-me com quem anda e te direi quem és", ao longo dos anos a impressão é que não éramos bons amigos, até parece que os espanhóis pensam assim até hoje, mas não é o que os americanos estão pensando!
Com mais dois consulados - BH e POA -, facilidade para quem vai muito para lá, mais funcionários nas embaixadas e ótimos contadores para informar o lucro que os brasileiros dão, os nossos amigos do norte das américas declararam: - Brasileiro é bem-vindo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ação de baixar juros dos bancos oficiais é radical

Numa ação coordenada e política do governo brasileiro, os juros sobre empréstimos dos bancos oficiais, leia-se Caixa e Banco Brasil, baixaram significativamente.
O que chama a atenção é que não está sendo algo tímido, como já ocorreu em outras vezes, e nem tem uma crise totalmente estabelecida para que isso seja necessário.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O sapato ainda é o motor de Franca - SP

Ele toma conta da chave do cofre da maior prefeitura da região nordeste de São Paulo, que tem Orçamento de R$ 1,6 bilhão. Aos 62 anos, o francano Francisco Sérgio Nalini, secretário da Fazenda da Prefeitura de Ribeirão Preto desde outubro do ano passado, diz que já viveu pelo menos três vidas ou 186 anos.

sábado, 31 de março de 2012

Fabiana venceu o BBB

Como já disse uma vez eu não assisti o Big Brother, mas prestei muita atenção no percentual do moço que venceu: 92%.
Poderíamos analisar esse número por dois ângulos, a aprovação da Fabiana de apenas 8%, ou a sua rejeição de 92%.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A febre do consignado


Cresce de uma forma geral o comprometimento do trabalhador em geral, em especial do funcionalismo público, com o empréstimo consignado. O crédito é feito pela financeira ao interessado e descontado diretamente na folha, o pagador envia o dinheiro à instituição. Até os governos já procuraram limitar esse comprometimento para que, através de empréstimo fácil e garantido, o servidor tivesse praticamente todo seu salário descontado para pagar dívidas bancárias.

A CPMF, o "imposto do cheque" apenas dorme


Com um sincronismo fantástico, já nas falas pós vitória, a nossa presidente Dilma desmentiu diversas vezes seu interesse em ressuscitar a CPMF, mas disse que “um grupo” de governadores, leia-se PSB, aliadíssimo governamental, estaria movimentando-se para isto.

A força do ouro negro


O petróleo, ou sua falta, já não assusta tanto, mas já foi razão para muita insônia mundial. Como mencionei no artigo do Milagre Brasileiro, a conhecida “crise do petróleo” que teve muitos capítulos, foi um fato econômico relevante. 
 O assunto apenas dorme, não há uma só empresa que dependa dessa energia que não estude alternativas à falta do petróleo. A ideia de produzir o etanol brasileiro, por tanto tempo conhecido com “álcool”, certamente nasceu ou se fortaleceu a partir desta crise.

terça-feira, 27 de março de 2012

Revendo o "Milagre Brasileiro" (anos 90)


 Embalado em uma campanha que procurava arregimentar simpatia para o regime militar (1964 -1985), mas não só por isso, o Brasil viveu um período de crescimento que nos levaria, também por outros descuidos, à grande inflação que perdurou até o início dos anos 90.

O risco na aplicação


As aplicações de risco dão mais dinheiro de forma mais rápida, mas qualquer fenômeno econômico e/ou mundial pode fazer com que seu investimento recue muito no valor aplicado, você aplica cem mil e acorda um dia com oitenta, por isso é chamado de risco. De qualquer forma sempre opte por papéis de risco de instituições grandes, antigas e conhecidas. Sempre que um banco pequeno começa oferecer muito lucro pra pouco dinheiro quebra, não embarque sem pesquisar muito.

segunda-feira, 26 de março de 2012

investindo em imóveis - Parte 3


E o nosso sortudo já definiu no que investir? Então vamos temperar mais um pouco o investimento em imóveis ligados à natureza.
A aquisição de fazendas, sítios, ranchos e chácaras têm muitos fatores para serem levados em conta. Um deles já abordamos: lazer ou ganho?

Investindo em imóveis - Parte 2


Continuando nossa conversa sobre imóveis, principalmente para o futuro ganhador da loteria, que sempre acumula: a pessoa mais rica que conheci investiu a vida toda seu dinheiro em imóveis. Pensa que foi em zona sul?(*). Não, sempre foram imóveis pequenos ou salões, nos centros das cidades ou em corredores comerciais. E para onde vai todo esse rendimento? Comprando novos imóveis para alugar.

Investindo em imóveis - Parte 1


Para se ganhar dinheiro rápido com um terreno ou residência só se você descobrir que um grande projeto de valorização logo será anunciado no local ou na sua região, antecipando a compra ao anúncio da construção da obra ou adquiri-lo com locação rentável e certa (aluguel).
Para o efeito progresso um exemplo, a prefeita de Ribeirão Preto anunciou onde provavelmente será o futuro centro administrativo da cidade, a intenção é reunir a grande maioria das secretarias nesse local.
Já imaginou o mercado consumidor que se transferirá para lá? E a necessidade de moradia? Não duvide que os responsáveis pelo mercado imobiliário já estão se movendo desde a primeira notícia dessa hipótese. Não é uma coisa tão imediata, mas se materializada, depois me digam o que aconteceu no entorno deste centro.
Outro exemplo, muitas famílias correram para a proximidade do aeroporto, na expectativa de remuneração na sdesapropriações, mas aí, em alguns casos, envolve ocupação ilegal. Mas que houve corrida, houve.

Ganhou muito na loteria?


Iniciando pela pergunta sobre o que fazer com um bolada em prêmio que viesse a ser ganha, já posso adiantar que, em toda minha vida os imóveis foram campeões de investimentos de médio e longo prazos. Diferem dos de ganho rápido e arriscado em bolsa de valores ou de ganhos rápidos, mas seguros e metódicos, em poupança e em fundos de investimento.

Commodities


Commodities é um termo da língua inglesa, plural de commodity, que literalmente quer dizer mercadorias, um bem consumível, os minerais e os agrícolas são os mais representativos. São produtos de base em estado bruto, as matérias primas, ou com pequeno grau de industrialização.
Tem como característica o fato de ser produzido em larga escala por diferentes produtores, podendo ser em natura ou extraídos e estocados regularmente.
Os melhores exemplos são o café, trigo e soja, entre os agrícolas, peixe e frutos do mar (pesca), ferro, ouro e petróleo (mineral), dólar, euro e real (financeiro, sim, são “mercadorias”), água e crédito de carbono (ambiental), energia elétrica (energético) e ácido sulfúrico e sulfato de sódio, entre os químicos.
Hoje virou sinônimo de papéis negociáveis e têm seus preços, pelo seu grau de importância, freneticamente acompanhados pelos mercados financeiros.
O Brasil está cravado no centro desse mercado por razões óbvias, com extensões continentais pode produzir ao mesmo tempo mercadorias de verão e de inverno ao mesmo tempo, tem uma das maiores capacidades extrativas do mundo, inclua-se aí o mar com o petróleo e a pesca.

domingo, 25 de março de 2012

O pedágio ponta a ponta - multa também

Vivendo no mundos tributário e orçamentário é de se imaginar que eu não mais me surpreenda com as inventividades que são possíveis de se gerir no segmento.
Ainda não pagamos menos pedágio pelo novo sistema ponto a ponto que já é realidade em algumas partes do Estado (regiões de Campinas e Jundiaí) e, se houver queda de arrecadação, já está pronta a solução: multa por velocidade idem medida por média.
Bom, antes de falarmos da multa média, vamos tentar entender o custo do pedágio ponto a ponto, ou ponto a ponto.
O release da ARTESP – Agência de Transporte do Estado de SP – aponta para equipamentos para esse controle “mais seguros, mais baratos e de melhor tecnologia”.
O governo federal começa a esboçar em acompanhar SP numa malha viária supereficiente, mas financiada por pedágios, e o Estado já dá um novo salto. 
Quem paga o “sem parar” hoje tem que renovar o contrato e trocar o equipamento de 4 em 4 anos, por culpa da vida útil da bateria, por isso paga R$ 66,72. Esse preço, segundo a agência, passará para no máximo R$ 15,00, a troca deverá ser gratuita. Os veículos zero já trarão o chip a partir de 2014.

Ponto a ponto


Para medir realmente o trajeto do veículo em determinada rodovia serão montados pórticos – postes ultra chiques, que farão a leitura de sua passagem, um pedágio virtual apontado para o céu.
Apesar da brincadeira, há uma séria vantagem nisso, onde já foi implantado os motoristas que entram na rodovia, pagam o pedágio e saem de novo, indo para propriedades rurais ou cidades muito próximas servidas pela cobrança, já estão pagando muito menos pelos curtos trajetos.
O exemplo da ARTESP é para o trecho de Indaiatuba para Campinas, vai cair de R$ 10,10 para R$ 4,00, quem mora na primeira e trabalha na segunda, pode economizar uns R$ 160,00 por mês no trajeto.
Na nossa região a curiosidade fica para, no mínimo, no trajeto Ribeirão Preto - Sertãozinho, vamos ver.
Se entendi bem, quem não tiver o “sem parar”, e o Estado espera que 80% adiram ao programa, vai pagar a proporcionalidade nas praças hoje existentes, tanto na Europa como nos EUA já existem fórmulas idênticas ou semelhantes, muitas vezes totalmente sem a participação humana na cobrança.

Multa ponto a ponto


A criatividade que nos referimos no início fica com as multas, radar pra quê? A rodovia toda será um radar só!
Os voadores que sabem onde estão os radares, passam por você e não dá tempo de ver a marca do veículo, podem ir se preparando:

- como é que você justificaria ir de um ponto ao outro de leitura da rodovia (os postes daslu) em 15 minutos e estava a 110 km por hora se isso levaria na real velocidade 18 minutos? Explicação lógica e fácil, incontestável, você tinha que estar a 150 km por hora (exemplo ilustrativo sem conferência de cálculo).

Neste caso parte da solução da queda de receita já está resolvida, os voadores pagarão.
E nós que andamos na média - é só acionar o piloto automático na velocidade máxima permitida - o que ganhamos com isso?
Custo de “sem parar” mais barato e eficiente, custo de pequenos trajetos mais baratos e mais segurança nas estradas paulistas, sem os aviões de quatro rodas, que não decolam, às vezes.
Esse público terá que ir de avião mesmo!