domingo, 25 de março de 2012

O pedágio ponta a ponta - multa também

Vivendo no mundos tributário e orçamentário é de se imaginar que eu não mais me surpreenda com as inventividades que são possíveis de se gerir no segmento.
Ainda não pagamos menos pedágio pelo novo sistema ponto a ponto que já é realidade em algumas partes do Estado (regiões de Campinas e Jundiaí) e, se houver queda de arrecadação, já está pronta a solução: multa por velocidade idem medida por média.
Bom, antes de falarmos da multa média, vamos tentar entender o custo do pedágio ponto a ponto, ou ponto a ponto.
O release da ARTESP – Agência de Transporte do Estado de SP – aponta para equipamentos para esse controle “mais seguros, mais baratos e de melhor tecnologia”.
O governo federal começa a esboçar em acompanhar SP numa malha viária supereficiente, mas financiada por pedágios, e o Estado já dá um novo salto. 
Quem paga o “sem parar” hoje tem que renovar o contrato e trocar o equipamento de 4 em 4 anos, por culpa da vida útil da bateria, por isso paga R$ 66,72. Esse preço, segundo a agência, passará para no máximo R$ 15,00, a troca deverá ser gratuita. Os veículos zero já trarão o chip a partir de 2014.

Ponto a ponto


Para medir realmente o trajeto do veículo em determinada rodovia serão montados pórticos – postes ultra chiques, que farão a leitura de sua passagem, um pedágio virtual apontado para o céu.
Apesar da brincadeira, há uma séria vantagem nisso, onde já foi implantado os motoristas que entram na rodovia, pagam o pedágio e saem de novo, indo para propriedades rurais ou cidades muito próximas servidas pela cobrança, já estão pagando muito menos pelos curtos trajetos.
O exemplo da ARTESP é para o trecho de Indaiatuba para Campinas, vai cair de R$ 10,10 para R$ 4,00, quem mora na primeira e trabalha na segunda, pode economizar uns R$ 160,00 por mês no trajeto.
Na nossa região a curiosidade fica para, no mínimo, no trajeto Ribeirão Preto - Sertãozinho, vamos ver.
Se entendi bem, quem não tiver o “sem parar”, e o Estado espera que 80% adiram ao programa, vai pagar a proporcionalidade nas praças hoje existentes, tanto na Europa como nos EUA já existem fórmulas idênticas ou semelhantes, muitas vezes totalmente sem a participação humana na cobrança.

Multa ponto a ponto


A criatividade que nos referimos no início fica com as multas, radar pra quê? A rodovia toda será um radar só!
Os voadores que sabem onde estão os radares, passam por você e não dá tempo de ver a marca do veículo, podem ir se preparando:

- como é que você justificaria ir de um ponto ao outro de leitura da rodovia (os postes daslu) em 15 minutos e estava a 110 km por hora se isso levaria na real velocidade 18 minutos? Explicação lógica e fácil, incontestável, você tinha que estar a 150 km por hora (exemplo ilustrativo sem conferência de cálculo).

Neste caso parte da solução da queda de receita já está resolvida, os voadores pagarão.
E nós que andamos na média - é só acionar o piloto automático na velocidade máxima permitida - o que ganhamos com isso?
Custo de “sem parar” mais barato e eficiente, custo de pequenos trajetos mais baratos e mais segurança nas estradas paulistas, sem os aviões de quatro rodas, que não decolam, às vezes.
Esse público terá que ir de avião mesmo!

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