quarta-feira, 28 de março de 2012

A febre do consignado


Cresce de uma forma geral o comprometimento do trabalhador em geral, em especial do funcionalismo público, com o empréstimo consignado. O crédito é feito pela financeira ao interessado e descontado diretamente na folha, o pagador envia o dinheiro à instituição. Até os governos já procuraram limitar esse comprometimento para que, através de empréstimo fácil e garantido, o servidor tivesse praticamente todo seu salário descontado para pagar dívidas bancárias.
Melhor que 'consignado' talvez o melhor termo seria 'vinculado', mas ambos se confundem, já que consignar é dar algo em garantia, neste caso os salários futuros na mão do empregador, o que não deixa de ser um vínculo.
 Spread
 Este termo inglês é utilizado para definir, de forma simples, o custo do dinheiro em um banco ou, mais tecnicamente, a diferença do preço de compra e venda de uma ação. Em 2007 o Brasil liderava no mundo com 25,3 pontos percentuais, Colômbia e França eram segundo e terceiro com humilhantes 7 pontos. Isso quer dizer que o dinheiro que tomamos em bancos nacionais é um dos mais caros do mundo. Tipo de liderança que não serve pra nada para nós, consumidores.
 Spread x Consignado
Um das razões que levam os nossos bancos a cobrarem muito pelo que emprestam é o risco de não receber, que também seria alto no Brasil, daí a explicação pelo custo elevado. Mas e o consignado? Ele não tem retorno garantido? Então os juros e o custo do dinheiro teriam que ser bem mais barato, mas isso o interessado a pesquisa no mercado corrige, como deve ser feito para compras domésticas.
O que está em questão é o comprometimento, os salários estão sendo pulverizados pelos empréstimos, nem sempre por razões de ordem maior, consumismo mesmo. Isso é péssimo e ainda vai dar muita dor de cabeça

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