quarta-feira, 28 de março de 2012

A força do ouro negro


O petróleo, ou sua falta, já não assusta tanto, mas já foi razão para muita insônia mundial. Como mencionei no artigo do Milagre Brasileiro, a conhecida “crise do petróleo” que teve muitos capítulos, foi um fato econômico relevante. 
 O assunto apenas dorme, não há uma só empresa que dependa dessa energia que não estude alternativas à falta do petróleo. A ideia de produzir o etanol brasileiro, por tanto tempo conhecido com “álcool”, certamente nasceu ou se fortaleceu a partir desta crise.
 O golfo pérsico conheceu a sua dimensão petrolífera no início do século 20, quando se constatou que, em termos de petróleo fino, o que não depende de muito refino, estava ali região que iria modificar alguns parâmetros do mundo.
 Nos 50/60 o ocidente dominava o mercado de petróleo e, através das chamadas “sete irmãs”, empresas petroleiras, eram ditados os preços de compra do minério.
 Insatisfeitos os países produtores da região – Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kwait, convidando a Venezuela, fora do eixo, formam a OPEP, a Organização dos Países Produtores de Petróleo, era um contra reação ao cartel que formavam a Standard Oil, Royal Dutch Shell, Mobil, Gulf, BP e Standard Oil da Califórnia.
 Com isso foram aumentados os valores do royalties, nasceram impostos e, em seguida, conflitos armados que por hora pularemos, já que agora o que interessa é o que ocorreu no Brasil.
 Aqui não foi diferente, a dependência do petróleo nos é conhecida tanto como para a movimentação dos veículos (combustível), como energia e na composição de alguns produtos. O polietileno, que produz plásticos para garrafas, por exemplo, é um dos que mais dependem do petróleo.
No Brasil, inclusive na região de Ribeirão Preto, já há uma movimentação muito grande para substituir esse produto por outro biodegradável. Apesar de produzir menos de um por cento do plástico biodegradável (absorção pela natureza, leia-se: terra), há também a preocupação de que essa prática não venha desviar espaço da produção de alimentos na agricultura. É sempre assim, uma preocupação resolvida leva a outra.
 O Brasil era na época forte importador de petróleo, já que o nosso tinha e ainda tem dependência do refino (feito fora e caro). É claro que produz agora mais do que antes e ainda tem o pré-sal a explorar, mas à época essa guerra toda, além de altamente inflacionária, descapitalizou o mundo todo, conosco não foi diferente.

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